Verticalização da Espinha

Verticalização da Espinha

O termo coluna não comporta o sentido dinâmico tensional elástico que se precisa para falarmos da estrutura espinhal.

 

Coluna advém do condição de sobreposição de blocos colocados uns sobre os outros e nos lançam para um pensamento de empilhamento e sobreposição de carga.

De fato, o que temos é uma estrutura que organiza ao longo de um processo filogenético onde a antiga notocorda dá lugar a uma material de resistência variável com um design de mais e menos densidade com um conjunto de tecidos elásticos organizados de maneira variável, possibilitando resistência e mobilidade.

Esta estrutura que chamamos espinha funciona como uma região que centraliza a força das contrações que acontecem dentro do organismo. Formam linhas de esforço convergente impedindo a desintegração e simultaneamente possibilitando uma ampliação da pulsação interna do organismo.

Assim, as estruturas de Tecido colagenoso formam anéis de resistência e de tensão elástica o que, nos habilita a ampliar a energia de locomoção.

Ao ficarmos em pé, a estruturação da espinha não fica empilhada. Ela continua com sua característica de geração de agregação de força elástica.
O movimento espinhal está diretamente ligado à capacidade dos tecidos de apoio ósseos e tecidos cartilaginosos e ligamentares – que são uma continuidade estrutural – de manterem um ritmo de flexo-extensão contínuos.

Assim, deveríamos passar de coluna e suas imagens de apoio, para uma imagem de atividade elástica continua através do sentido longitudinal do corpo.
Não chega a ser um axis, por conta de não ser um eixo como uma linha reta de referência, mas sim um sistema de direção de esforço e carga.

O vídeo mostra claramente que há uma continuidade interna da estrutura espinhal feita de material de qualidade elástica

Johannes Freiberg
Johannes Freiberg